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 | Moto Velório |
Começar o ano com todo o mês de janeiro de férias já é
bom. Quando consegue consiliar pra esposa pegar na mesma data, melhor ainda. Até
aí tudo ótimo, agora no primeiro dia das férias ser atropelado enquanto dá uma
volta de moto ninguém merece. Mas é, foi isso mesmo que aconteceu neste dia 02
de janeiro de 2007. Para deixar o tombo mais emocionante, é importante
fraturar a bacia pra ter que ficar 60 dias de cama e além de perder as férias
inteiras deixar a mulher de castigo cuidando de tudo. Piada?, não não,
aconteceu comigo. Como estou com tempo de sobra, posso contar detalhadamente
tudo que aconteceu. Como já comentei, primeiro dia de férias, nada pra fazer, aí
ficamos o dia inteiro em casa. Lá pelo final de tarde, resolvemos sair para
almoçar e dar uma volta no shopping, alugar uns filmes. A idéia era começar
light as férias, sem nenhum atropelo, e importante também, conseguir descansar.
Muito bem, na troca de roupa a Débora ficou na dúvida saia (carro) ou
calça(moto). Bom a escolha foi calça e então saímos de moto. Já na garagem ví
que a moto estava na reserva, e precisava abastecer. Primeira parada, posto de
gasolina. |
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Taí a prova. Depois do acidente, moto de tanque cheio.
 Muito bem, saímos do posto de gasolina e saímos em direção ao Angeloni. Mas afinal, qual Angeloni? Decidimos ir ao Angeloni da Fonte Luminosa, pra dar uma volta um pouco maior. Segunda pergunta: Pra ir no Angeloni da Fonte, temos que passar na frente do shopping. Paramos no shopping pra alugar uns filmes antes ou depois do mercado? Decidimos parar na volta. Muito bem. Então lá vamos nós sentido Angeloni via rua sete de setembro. O q aconteceu? A imagem abaixo explica.
 Vamos ver se eu consigo explicar. A visão do BO é a visão da motorista que estava na boléia do Honda FIT saindo da Rua Ingo Hering. No lado esquerdo haviam algumas placas sinalizando a forma de entrar na Rua Sete. Além das placas existem algumas tartarugas na propria avenida para evitar que os motoristas façam o que o motorista do veiculo 1 fez. Bom, se não bastassem as placas e as tartarugas, ainda teve um terceiro problema. Não viu que havia tráfego de veículos na rua sete, especificamente eu. Muito bem, eu andando pela sete, exatamente em frente àquele Shopping que eu poderia estar estar entrando para alugar aqueles filmes, do nada aparece um carro na minha frente. Sorte que eu vinha devagar, segurei o que deu mas como dizem os guardas o Abalroamento foi inevitável. Eu e a Débora no chão, o carro da madame em cima da calçada, batido contra uma árvore e com o air bag aberto. HAHAHA, a piada começou quando a Sra começou a gritar "Meu carro tá pegando fogo, olha a fumaça, olha a fumaça. Resumo, a fumaça era do AIR BAG. huhauahuahuah. Bom, olhei pra todos os lados e deveria ter uns 50 celulares e cameras digitais batendo foto da gente ali no chão. Fiquei impressionado com a velocidade que os bombeiros chegaram e fizeram os primeiros socorros.
 
  Próxima confusão foi que cada ambulância levou um de nós para um hospital diferente. A Débora foi parar no Santa Izabel e eu fui para o Santo Antonio. Todos os meus documentos na bolsa da Débora, celular só comigo, nenhum dos dois tinha chave de casa, e por aí vai todo o rolo. Primeira ligação foi para o Jean Jader que por sorte estava num buteco tomando cerveja com o resto da galera. uma parte pra cada hospital e as coisas começaram a funcionar. Proximo passo foi conseguir um jeito de entrar em casa. O chaveiro pediu R$ 200 quando lembramos que a irmã da Débora tinha uma cópia da chave. Voces devem estar de perguntado pq estávamos sem chave de casa? É que ela estava no meu bolso e sumiu no acidente. Bom a Débora só teve alguns ralados foi liberada na mesma noite. Eu fiquei até o meio dia do dia seguinte para verificar se havia necessidade de cirurgia devido à fratura na bacia. Pior de tudo é que a dor estava grande e como a dor era abdominal, começou a sessão tortura. Devido à suspeita de ter ferido algum orgão interno, deu início a exames mais complexos, como ultra-som, enchimento de bexiga, instalação de sonda, etc... Não vou entrar em detalhe, apenas não desejo isso pra ninguém. Como no dia seguinte ganhei alta sem necessidade de Cirurgia, uma ambulancia me trouxe pra casa, com muita ajuda consegui chegar ao meu apartamento e aqui estou eu, de molho por várias semanas.
 O estado da moto também é deprimente. A moto deve ser consertada em breve e eu já estou melhor um pouco, apesar que de bacia quebrada e repouso permanete. A Débora, como falei, só teve alguns ralados.
  A moto está assim.
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